Recentemente, um levantamento do Programa Monitora Milho SC revelou uma redução de mais de 40% no número de cigarrinhas-do-milho em Santa Catarina. Isso é um sinal positivo, mas não podemos baixar a guarda. O estado apresenta uma média de 55 insetos por armadilha, o que ainda requer atenção.
Importância do Monitoramento
O monitoramento contínuo é essencial. A pesquisadora Maria Cristina Canale, responsável pelo programa, destaca que essa redução é resultado do manejo inicial realizado pelos agricultores. No entanto, os patógenos dos enfezamentos e viroses do milho foram detectados em todas as regiões do estado. Isso significa que a ameaça persiste.
Práticas de Manejo
Para mitigar os riscos, é crucial que os agricultores realizem o manejo químico em lavouras na fase vegetativa, especialmente quando as plantas estão jovens, com quatro ou cinco folhas. Essa prática ajuda a controlar a população de insetos nocivos.
Cuidado com o Transporte e Plantio
Outro ponto importante é o cuidado com o transporte dos grãos. A perda de grãos pode gerar milho voluntário, que serve como abrigo para as cigarrinhas. Além disso, novas áreas não devem ser plantadas ao lado de lavouras maduras, já que os insetos tendem a migrar em busca de tecidos mais tenros.
Pontos-chave
- A redução de mais de 40% nas cigarrinhas-do-milho é um avanço.
- A média estadual de 55 insetos por armadilha ainda requer vigilância.
- Os patógenos dos enfezamentos foram detectados em todas as regiões do estado.
- O manejo químico deve ser realizado em lavouras jovens.
- Cuidados com o transporte são essenciais para evitar a perda de grãos.
- Evitar o plantio próximo a lavouras maduras é fundamental.
Conclusão
A redução no número de cigarrinhas-do-milho é um indicativo positivo para os agricultores de Santa Catarina. Contudo, a presença de patógenos e a necessidade de práticas de manejo adequadas não podem ser ignoradas. O monitoramento contínuo e a adoção de estratégias eficazes são essenciais para proteger a produção de milho no estado. A convivência com a cigarrinha e as doenças associadas é um desafio que requer a atenção de todos os envolvidos na produção.
Fonte: estado.sc.gov.br




