O acordo comercial entre a UE e o Mercosul, assinado em janeiro de 2023, traz oportunidades significativas para os Estados brasileiros conhecidos como ‘onças brasileiras’. Esses Estados, que incluem Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina, Goiás, e, em menor medida, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, têm características que os tornam aptos a se beneficiar do novo cenário comercial.
O Que São as ‘Onças Brasileiras’?
As ‘onças brasileiras’ representam um grupo de Estados que se destacam por um desenvolvimento econômico acima da média nacional e um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) elevado. A pesquisa da Apex Partners aponta que, apesar de sua participação menor nas exportações totais do Brasil, esses Estados devem sentir um impacto positivo maior com o acordo devido à sua pauta exportadora focada em commodities e produtos da agroindústria.
Impacto nas Exportações
As ‘onças’ tiveram 12,9% de suas exportações destinadas à UE em 2025, uma participação inferior à média do Brasil, que é de 14,3%. No entanto, a agroindústria representa 67,4% das exportações para a UE desses Estados, comparado a apenas 23,8% em outros locais. Os principais produtos exportados incluem café não torrado (US$ 6,2 bilhões), farelos de soja e outros alimentos para animais (US$ 3,2 bilhões), e tabaco (US$ 1,1 bilhão).
Tarifas e Expectativas de Crescimento
As tarifas médias de exportação para esses produtos são de 4,2% para café, 1,6% para farelos de soja, e 5,6% para tabaco. O acordo prevê a eliminação imediata das tarifas para o café e uma eliminação gradual para os outros produtos. Isso pode resultar em um aumento significativo nas exportações, com uma expectativa de crescimento de 3% nas exportações e importações do Brasil até 2040, segundo a Apex.
O Que Observar
- Monitorar a implementação do acordo e suas regras comerciais.
- Acompanhar a evolução das tarifas de exportação para os principais produtos.
- Observar a infraestrutura logística nos Estados onças para escoar as exportações.
- Verificar o impacto nas pequenas propriedades e produtores locais.
- Considerar as condições do Nordeste e suas capacidades de inserção internacional.
Conclusão
O acordo UE-Mercosul pode representar uma maré alta para as ‘onças brasileiras’, que já possuem uma base sólida na agroindústria. O aumento nas exportações pode trazer benefícios diretos para a economia local, mas é essencial acompanhar como esses Estados se adaptarão às novas exigências comerciais. Além disso, o impacto positivo para a sociedade pode ir além dos grandes produtores, beneficiando também pequenos agricultores. Contudo, é importante permanecer cético e atento às variáveis que podem influenciar esses resultados.
Fonte: datamarnews.com




