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Cooperativismo de SC cresce em 2025, mas enfrenta crise no leite e arroz

Paulo Chaves

13/01/26
Cooperativismo de SC cresce em 2025, mas enfrenta crise no leite e arroz

O cooperativismo catarinense encerrou 2025 com um crescimento expressivo, mesmo diante de desafios significativos enfrentados por setores como o leite e o arroz. A situação atual é crucial para investidores e stakeholders do mercado, pois reflete a resiliência do setor e a necessidade de adaptação às condições econômicas adversas.

Crescimento do cooperativismo em meio a desafios

O presidente da Ocesc, Vanir Zanatta, destacou que, apesar das dificuldades em alguns segmentos, o cooperativismo em Santa Catarina conseguiu se expandir em 2025. Setores como proteína animal, cooperativas de crédito, infraestrutura e consumo apresentaram resultados positivos, o que contrasta com os desafios enfrentados por áreas como o leite e o arroz, que lidam com custos elevados e concorrência externa.

Desafios nos setores do leite e arroz

Os setores do leite e do arroz enfrentaram crises em 2025, pressionados por altos custos de produção e concorrência desleal. Zanatta enfatizou a necessidade de regras nacionais e acordos no Mercosul para equalizar os custos, já que a produção catarinense é competitiva, mas enfrenta desvantagens devido a impostos e burocracia. Essa situação pode impactar diretamente a liquidez e a rentabilidade dos investimentos no setor agropecuário.

Educação política e fortalecimento institucional

Um dos focos da Ocesc para 2026 é a ampliação do programa de educação política, que em 2025 envolveu cerca de 100 cooperativas e promoveu oito reuniões no interior de SC. A intenção é aumentar a representatividade e a conscientização política entre os cooperados, essencial para o fortalecimento do cooperativismo e a defesa de seus interesses em nível estadual e nacional.

Novas perspectivas com o ramo de seguros

Em 2025, o cooperativismo brasileiro ganhou um novo ramo: o de seguros, que foi aprovado no Congresso Nacional e está em fase de regulamentação junto à Susep. Essa nova vertente pode abrir oportunidades significativas para cooperativas em SC, que são reconhecidas por sua forte presença no setor. Zanatta acredita que, em 2026 ou 2027, cooperativas de seguro estarão operando no Brasil, potencializando ainda mais o cooperativismo no estado.

Opinião

O crescimento do cooperativismo catarinense em 2025, mesmo diante de crises setoriais, demonstra a capacidade de adaptação e inovação do setor. A ênfase na educação política e a introdução do ramo de seguros são passos importantes para garantir a sustentabilidade e a competitividade do cooperativismo em Santa Catarina.

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