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Cury Gera R$ 321 Milhões em Caixa e Destaca Desempenho do Setor Imobiliário no 4T25

Paulo Chaves

16/01/26
Cury Gera R$ 321 Milhões em Caixa e Destaca Desempenho do Setor Imobiliário no 4T25

As prévias operacionais do quarto trimestre de 2025, divulgadas por empresas de real estate brasileiras listadas na B3, revelam um setor em dinâmicas distintas. Este cenário é crucial para investidores e analistas, pois reflete a resiliência e as oportunidades de investimento em um ambiente econômico desafiador.

Desempenho das Empresas de Baixa Renda

As análises realizadas por Itaú BBA, BTG Pactual, XP e Santander indicam que as empresas focadas em baixa renda, como a Cury, apresentaram um desempenho consistente e um bom nível de vendas. A Cury, em particular, reportou uma geração de caixa de R$ 321 milhões no 4T25 e R$ 683 milhões no acumulado de 2025, destacando sua capacidade de conversão operacional em um ambiente de vendas desafiador. Além disso, a velocidade de vendas no segmento econômico se aproximou de 40%, evidenciando uma demanda robusta impulsionada por crédito direcionado e programas habitacionais.

Resultados Variados no Segmento de Alta Renda

Em contrapartida, as empresas voltadas para o mercado de média e alta renda apresentaram resultados mais heterogêneos. A Cyrela, por exemplo, registrou uma queda de 32% nas vendas líquidas em comparação ao ano anterior, refletindo um ambiente de juros elevados e um consumidor mais cauteloso. Por outro lado, a Plano&Plano se destacou, com vendas líquidas de R$ 1,47 bilhão, um aumento expressivo de 125% em relação ao ano anterior. A Lavvi, embora tenha alcançado uma velocidade de vendas de 28%, o melhor entre as empresas de alta renda, também viu seu desempenho cair em relação ao ano anterior, quando atingiu 37%.

Desafios e Oportunidades no Mercado Imobiliário

As prévias operacionais também evidenciam desafios enfrentados por outras empresas. A Even, por exemplo, concentrou 88% de suas vendas do trimestre em estoques, enquanto a Tenda reportou pré-vendas abaixo das estimativas em sua divisão principal. A MRV, por sua vez, gerou R$ 175 milhões em caixa no segmento Minha Casa Minha Vida, beneficiada pela melhora nos repasses. Esses resultados ressaltam a importância de uma análise detalhada do desempenho das empresas em um mercado que continua a se adaptar às condições econômicas.

Opinião

O cenário apresentado nas prévias do 4T25 indica que, embora o setor imobiliário brasileiro enfrente desafios, as empresas de baixa renda continuam a demonstrar resiliência. Para investidores, isso pode representar uma oportunidade de focar em segmentos que mostram maior velocidade de vendas e conversão de caixa, especialmente em um contexto de juros elevados.

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