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EUA-Argentina: Acordo que Desafia o Mercosul e o Brasil

Paulo Chaves

13/02/26
EUA-Argentina: Acordo que Desafia o Mercosul e o Brasil

O Acordo Recíproco de Comércio e Investimentos (ARTI) entre os Estados Unidos e a Argentina, anunciado em 5 de fevereiro de 2023, é um divisor de águas. Ele não é apenas mais um acordo comercial; é um teste direto para o Mercosul. O que isso significa para o Brasil? Vamos explorar.

O que o acordo traz?

O ARTI abre as portas para uma série de preferências de acesso ao mercado. Entre elas, destacam-se as cotas e a equivalência sanitária no setor de carnes. Para os Estados Unidos, isso significa uma cota adicional de 80 mil toneladas de carne bovina. Para a Argentina, a eliminação de tarifas para 1.675 produtos que entram no mercado norte-americano, incluindo vinhos e limões. É um verdadeiro banquete de oportunidades!

Os desafios do Mercosul

A Decisão CMC 32/00 do Mercosul é clara: negociações comerciais com terceiros devem ser feitas de forma conjunta. Desde 30 de junho de 2001, novos acordos preferenciais não podem ser assinados sem essa coordenação. E agora, com a Argentina indo por um caminho unilateral, o que resta para o Brasil e os outros membros do Mercosul?

Reunião do Mercosul: O que esperar?

A próxima reunião regular do Mercosul, agendada para março, é crucial. Os países-membros estão analisando o acordo entre Washington e Buenos Aires. A pressão está alta. O que farão os líderes? Aceitar o precedente ou defender a regra? O tempo está correndo e as decisões precisam ser rápidas.

Pontos-chave

  • O ARTI foi anunciado em 5 de fevereiro de 2023.
  • O acordo gera uma cota adicional de 80 mil toneladas de carne bovina para os EUA.
  • A Argentina eliminará tarifas para 1.675 produtos no mercado dos EUA.
  • A Decisão CMC 32/00 do Mercosul ainda está em vigor.
  • A reunião regular do Mercosul está agendada para março de 2023.

Estratégias para o Brasil

O Brasil tem duas opções: uma abordagem defensiva ou uma ofensiva. A defensiva implica contestar formalmente a Argentina no Mercosul, preservando a força normativa da Decisão 32/00. O custo? Atritos políticos e pouca probabilidade de reversão. A ofensiva, por outro lado, poderia permitir que o Brasil firmasse acordos bilaterais semelhantes, ampliando seu espaço comercial, mas a um alto custo: a aceitação de um Mercosul mais fraco.

Conclusão

O acordo EUA-Argentina não é apenas mais um capítulo na história do comércio. Ele é um chamado à ação para o Brasil. O que você, investidor ou empresário, fará a respeito? O tempo de inação acabou. A hora de agir é agora. Analise suas opções e não deixe que o Mercosul se torne um mero espectador nesse novo jogo comercial. Esteja preparado para as mudanças!

Fonte: datamarnews.com

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