O ano de 2026 se inicia com um cenário de expectativas divergentes entre consumidores e empresários em Santa Catarina. Enquanto 55% dos consumidores acreditam em uma melhora econômica, apenas 33% dos empresários compartilham essa visão. Este contraste é crucial para entender as dinâmicas de investimento e consumo no estado.
Otimismo do Consumidor em Alta
De acordo com uma pesquisa da Fecomércio realizada em sete cidades catarinenses, a maioria dos consumidores (55%) está confiante de que a situação econômica irá melhorar em 2026. Esse otimismo é ainda mais pronunciado em cidades como Itajaí, onde 81% dos entrevistados acreditam na melhora, e Lages, com 80,7%. Por outro lado, Joinville se destacou negativamente, apresentando apenas 17% de otimismo entre os consumidores.
Além disso, aproximadamente 70% dos catarinenses se sentem seguros em relação à sua situação financeira pessoal, o que pode impulsionar decisões de investimento, como a compra de imóveis e veículos. A isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, aprovada no final do ano passado, é um fator que pode ter contribuído para esse otimismo, estimulando o consumo.
Cautela entre Empresários
Em contraste com a confiança dos consumidores, os empresários se mostram mais cautelosos. Apenas 33% acreditam em uma melhora econômica, enquanto 35,4% esperam uma piora. A pesquisa revelou que 63,5% dos varejistas não planejam investimentos em 2026, e apenas 26,2% pretendem abrir novos negócios ou expandir os existentes. O alto custo do crédito, com a taxa Selic em 15%, o maior patamar em duas décadas, é um dos principais fatores que geram pessimismo entre os empresários.
Os desafios enfrentados pelos empresários incluem a escassez de mão de obra qualificada, citada por 28% dos entrevistados, e o aumento dos custos, mencionado por 27%. A concorrência com plataformas digitais e a redução da demanda também são preocupações relevantes, refletindo um ambiente de negócios desafiador.
Perspectivas para o Mercado Imobiliário
O cenário de expectativas divergentes entre consumidores e empresários pode impactar diretamente o mercado imobiliário em Santa Catarina. O otimismo dos consumidores, aliado à segurança financeira percebida, pode resultar em um aumento na demanda por imóveis. No entanto, a cautela dos empresários em investir pode limitar a oferta de novos empreendimentos, criando um possível descompasso entre oferta e demanda.
A taxa de desemprego em SC, que está pouco acima de 2%, contrasta com a média nacional de 5,2%, o que indica um mercado de trabalho aquecido. Isso pode ser um fator positivo para o crescimento do mercado imobiliário, pois trabalhadores mais seguros em suas posições tendem a investir em bens duráveis.
Opinião
A diferença nas expectativas entre consumidores e empresários em SC para 2026 reflete um cenário complexo. Enquanto o otimismo do consumidor pode estimular o mercado, a cautela empresarial, influenciada pela alta taxa de juros e desafios operacionais, pode limitar o crescimento. O acompanhamento das tendências econômicas será fundamental para investidores e empresários.




