A escalada da guerra no Oriente Médio não é apenas uma notícia de primeira página; é um alerta para o setor econômico brasileiro. O que você está fazendo para se preparar para os impactos que já estão batendo à porta? O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, recebeu recentemente a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) para discutir as consequências dessa crise.
Impactos diretos na logística e nos preços
A guerra está provocando um efeito dominó em diversas cadeias produtivas. A CNA está pedindo a redução de tributos sobre o frete marítimo, especialmente o AFRMM (Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante), que pode chegar a até 40%. Imagine o impacto disso na importação de insumos agrícolas, que já é uma dor de cabeça para muitos produtores. Com o Brasil importando cerca de 85% de seus fertilizantes, a situação fica ainda mais crítica. Desde o início do conflito, os preços da ureia, um dos principais fertilizantes, já aumentaram cerca de 35%!
O que está sendo feito?
A ABPA está em busca de medidas emergenciais, como apoio financeiro para empresas exportadoras. A instabilidade no Oriente Médio está afetando rotas marítimas estratégicas, elevando custos de frete e aumentando o tempo de viagem em até 15 dias. Isso significa que o que antes era uma operação suave agora se tornou um campo minado de riscos e custos adicionais.
Combustível de aviação: um custo que não para de subir
As companhias aéreas também estão na linha de frente. O combustível de aviação, ou QAV, representa 30% dos custos operacionais. Com os preços do petróleo ultrapassando US$ 119 por barril, a pressão sobre o setor é imensa. A Abear já está em diálogo com o governo, pedindo medidas semelhantes às que estão sendo propostas para o diesel, como a redução de PIS e Cofins. E a boa notícia? O Ministério da Fazenda propôs a isenção de ICMS sobre a importação de diesel, uma medida que pode aliviar um pouco a pressão sobre os custos.
O que observar?
- Monitorar os preços de insumos agrícolas, especialmente fertilizantes.
- Acompanhar as decisões do governo sobre tributos como o AFRMM.
- Observar as mudanças nas rotas marítimas e seus impactos nos custos de frete.
- Ficar atento às propostas de apoio financeiro para empresas exportadoras.
- Verificar a evolução dos preços do petróleo e seu impacto no QAV.
Conclusão
O que você vai fazer agora? Ignorar esses sinais pode custar caro. A guerra no Oriente Médio não é uma questão distante; suas consequências estão diretamente ligadas à economia brasileira. Prepare-se, informe-se e faça valer seu capital. O momento é de agir, não de esperar.
Fonte: datamarnews.com




