O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) registrou uma alta de 0,41% em janeiro de 2026. Este dado é importante para investidores e inquilinos, pois o IGP-M é amplamente utilizado para reajustes de contratos imobiliários. No entanto, no acumulado dos últimos 12 meses, o índice caiu 0,91%, o que levanta questões sobre o futuro dos aluguéis.
Desempenho do IGP-M em Janeiro
O IGP-M voltou ao campo positivo após uma leve retração de 0,01% em dezembro de 2025. A coleta de preços para este índice ocorreu entre 21 de dezembro de 2025 e 20 de janeiro de 2026, envolvendo capitais como Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador.
Componentes do IGP-M
O IGP-M é composto por três componentes principais: o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC). O IPA, que representa 60% do índice, subiu 0,34% em janeiro, impulsionado por altas em itens como minério de ferro (4,47%), carne bovina (1,37%) e tomate (29,5%).
Impacto do IPC e INCC
O IPC, que contribui com 30% do IGP-M, teve alta de 0,51%. Essa variação foi puxada por aumentos nos cursos de ensino fundamental (3,83%), superior (3,13%) e gasolina (1,02%). O INCC, que representa 10% do índice, avançou 0,63%, refletindo elevações nos custos de mão de obra (1,03%) e materiais.
O que isso muda na prática
- O aumento do IGP-M pode levar a reajustes nos aluguéis.
- A queda acumulada em 12 meses pode limitar aumentos em contratos com cláusulas específicas.
- Investidores devem monitorar a inflação e suas repercussões no mercado imobiliário.
- A variação do IPA indica pressões inflacionárias em setores produtivos.
- O impacto nos custos de construção pode afetar novos projetos imobiliários.
Conclusão
O recente aumento do IGP-M em janeiro de 2026 sugere uma leve recuperação, mas a queda no acumulado de 12 meses sinaliza um cenário ainda desafiador para o mercado imobiliário. Para investidores, é crucial observar como essas variações influenciam os aluguéis e a alocação de capital em novos projetos. O ambiente econômico continua a exigir vigilância e adaptação.
Fonte: portas.com.br




