O início do ano trouxe uma leve melhora nas finanças de muitos catarinenses. A taxa de inadimplência em Santa Catarina caiu 1,6 ponto percentual, alcançando 29,8% das famílias. Este é o terceiro mês consecutivo de redução, após um pico de mais de 33% em outubro. Contudo, essa queda não deve nos deixar complacentes.
Contexto da Inadimplência
A queda atual é sazonal, comum em janeiro, quando muitos utilizam o 13º salário e outras rendas para quitar dívidas. Apesar disso, o cenário ainda é preocupante. A taxa está 7,7 pontos percentuais acima do que foi registrado em janeiro de 2025. Historicamente, a inadimplência gira em torno de 22% em Santa Catarina, o que indica que ainda estamos longe de um retorno à normalidade.
Comparativo Nacional
Em janeiro, a média nacional de inadimplência foi de 29,3%. Isso coloca Santa Catarina acima da média nacional. Essa diferença sinaliza que o estado enfrenta desafios financeiros que podem ser mais intensos do que o restante do país. Além disso, 11,5% das famílias afirmam não ter condições de pagar contas atrasadas, um aumento que merece atenção.
Nível de Endividamento
O nível de endividamento das famílias em SC é de 72,9%. Embora tenha havido uma leve retração de 0,2 ponto percentual em relação ao mês anterior, esse número é quase 7 pontos percentuais superior ao registrado em fevereiro de 2020, antes da pandemia. O endividamento reflete a intenção de consumo, mas, com os juros altos, é fundamental que as famílias sejam cautelosas ao contrair novas dívidas.
O que muda na prática
- A queda da inadimplência pode ser um sinal positivo, mas é preciso cautela.
- O endividamento elevado pode limitar o consumo futuro das famílias.
- O aumento no percentual de famílias sem condições de pagar contas é preocupante.
- A expectativa de queda dos juros pode melhorar o cenário econômico.
- Monitorar a evolução da inadimplência e do endividamento é crucial.
Conclusão
Embora a redução da inadimplência em SC seja um alívio, os números ainda indicam um cenário delicado. A combinação de juros altos e um número crescente de famílias endividadas pode dificultar a recuperação econômica. É essencial que os cidadãos e investidores estejam atentos a esses indicadores, pois a maré baixa pode retornar rapidamente se não forem tomadas as medidas adequadas.
Fonte: fecomercio-sc.com.br




