A indústria brasileira encerrou 2025 com um crescimento de 0,6%, um resultado que, apesar de positivo, revela sinais de desaceleração. Este crescimento marca o terceiro ano consecutivo de expansão da produção industrial, conforme os dados da Pesquisa Industrial Mensal do IBGE, divulgados em 3 de janeiro de 2026.
Crescimento Anual e Comparações
Em 2024, o avanço da produção industrial foi de 3,1%, enquanto em 2023 o crescimento foi de apenas 0,1%. A análise dos dados mostra uma clara perda de ritmo. Até junho de 2025, a produção acumulava um crescimento de 1,2%, mas nos últimos seis meses do ano, a variação foi nula, indicando uma estagnação.
Desempenho por Setores
O desempenho setorial em 2025 foi desigual. Os bens de consumo duráveis cresceram 2,5%, enquanto os bens de capital e os bens de consumo semi e não duráveis caíram 1,5% e 1,7%, respectivamente. Essa diversidade de resultados sugere que alguns segmentos estão se adaptando melhor às condições econômicas do que outros.
Impacto da Política Monetária
A pressão dos juros altos tem sido um fator significativo na desaceleração da indústria. A Selic foi elevada de 10,5% em setembro de 2024 para 15% em junho de 2025, o que encarece o crédito e desestimula investimentos. Essa política monetária restritiva impacta diretamente as decisões de consumo das famílias e, consequentemente, a produção industrial.
Pontos-chave
- Indústria brasileira cresceu 0,6% em 2025.
- Produção industrial caiu 1,2% em dezembro de 2025.
- Selic elevada para 15% em junho de 2025.
- Indústria 0,6% acima do patamar pré-pandemia.
- Crescimento de bens de consumo duráveis foi de 2,5%.
Conclusão
A indústria brasileira enfrenta um cenário misto. O crescimento de 0,6% em 2025 é um sinal positivo, mas os desafios impostos pelos juros altos e a estagnação no final do ano são preocupantes. A capacidade de adaptação das empresas e a recuperação do consumo serão cruciais para o futuro próximo. É importante monitorar esses indicadores, pois eles podem influenciar decisões de investimento e alocação de capital.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br



