A guerra no Irã não é apenas mais um conflito no Oriente Médio; é um alerta sonoro sobre a insegurança energética do Brasil. O que você está fazendo para se preparar para isso?
O cenário atual
O Brasil, que já é o terceiro maior exportador de petróleo para a China, enfrenta um desafio crítico: a falta de capacidade de refino. Desde 1980, o país não construiu novas refinarias, e a última, a de Pernambuco, foi inaugurada em 2014. Isso significa que, mesmo com a demanda crescente, o Brasil não consegue atender suas próprias necessidades de diesel.
O impacto da guerra no Irã
A guerra no Irã e o fechamento do Estreito de Ormuz estão mudando o jogo. O ex-presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, destaca que os Estados Unidos estão tentando controlar o mercado de petróleo, afetando diretamente a oferta global. Com a guerra, o Brasil pode se tornar um player ainda mais relevante, mas isso não resolve a questão da falta de refino.
A resposta do Brasil
As refinarias da Petrobras operaram a apenas 50% da capacidade durante os governos Temer e Bolsonaro. Mas agora, em 2023, elas estão operando com até 93% da capacidade. Isso é um sinal positivo, mas ainda é insuficiente. O Brasil precisa urgentemente aumentar sua capacidade de refino para garantir a segurança energética e reduzir a dependência externa.
Pontos-chave
- A guerra no Irã expõe a vulnerabilidade do Brasil no setor energético.
- O Brasil não tem capacidade de refino para atender à demanda interna de diesel.
- Desde 1980, novas refinarias não foram construídas no Brasil.
- Quase 300 importadores de derivados foram autorizados a partir do governo Temer.
- As refinarias da Petrobras operaram a 50% da capacidade em governos anteriores.
O futuro do hidrogênio
Gabrielli também fala sobre o futuro do hidrogênio, um elemento crucial para a transição energética. Seu novo livro, Economia do Hidrogênio, destaca a necessidade de um mercado para viabilizar essa alternativa. Mas, enquanto o hidrogênio não se torna uma realidade, o Brasil precisa focar na capacidade de refino.
Conclusão
A guerra no Irã é um chamado à ação. O Brasil não pode se dar ao luxo de ficar parado enquanto a insegurança energética se agrava. Aumentar a capacidade de refino não é apenas uma opção; é uma necessidade. O que você vai fazer para garantir que o Brasil não fique à mercê de crises externas? A hora de agir é agora.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br




