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Insegurança Energética do Brasil: O que a Guerra no Irã Revela

Paulo Chaves

28/03/26
Insegurança Energética do Brasil: O que a Guerra no Irã Revela

A guerra no Irã não é apenas mais um conflito no Oriente Médio; é um alerta sonoro sobre a insegurança energética do Brasil. O que você está fazendo para se preparar para isso?

O cenário atual

O Brasil, que já é o terceiro maior exportador de petróleo para a China, enfrenta um desafio crítico: a falta de capacidade de refino. Desde 1980, o país não construiu novas refinarias, e a última, a de Pernambuco, foi inaugurada em 2014. Isso significa que, mesmo com a demanda crescente, o Brasil não consegue atender suas próprias necessidades de diesel.

O impacto da guerra no Irã

A guerra no Irã e o fechamento do Estreito de Ormuz estão mudando o jogo. O ex-presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, destaca que os Estados Unidos estão tentando controlar o mercado de petróleo, afetando diretamente a oferta global. Com a guerra, o Brasil pode se tornar um player ainda mais relevante, mas isso não resolve a questão da falta de refino.

A resposta do Brasil

As refinarias da Petrobras operaram a apenas 50% da capacidade durante os governos Temer e Bolsonaro. Mas agora, em 2023, elas estão operando com até 93% da capacidade. Isso é um sinal positivo, mas ainda é insuficiente. O Brasil precisa urgentemente aumentar sua capacidade de refino para garantir a segurança energética e reduzir a dependência externa.

Pontos-chave

  • A guerra no Irã expõe a vulnerabilidade do Brasil no setor energético.
  • O Brasil não tem capacidade de refino para atender à demanda interna de diesel.
  • Desde 1980, novas refinarias não foram construídas no Brasil.
  • Quase 300 importadores de derivados foram autorizados a partir do governo Temer.
  • As refinarias da Petrobras operaram a 50% da capacidade em governos anteriores.

O futuro do hidrogênio

Gabrielli também fala sobre o futuro do hidrogênio, um elemento crucial para a transição energética. Seu novo livro, Economia do Hidrogênio, destaca a necessidade de um mercado para viabilizar essa alternativa. Mas, enquanto o hidrogênio não se torna uma realidade, o Brasil precisa focar na capacidade de refino.

Conclusão

A guerra no Irã é um chamado à ação. O Brasil não pode se dar ao luxo de ficar parado enquanto a insegurança energética se agrava. Aumentar a capacidade de refino não é apenas uma opção; é uma necessidade. O que você vai fazer para garantir que o Brasil não fique à mercê de crises externas? A hora de agir é agora.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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