A Reforma Tributária que inicia em 2023 e se estende até 2033 promete mudanças significativas para o setor da construção civil. Com um novo sistema de impostos baseado no Imposto sobre Valor Agregado (IVA), composto pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), a previsão é que o custo das obras possa aumentar em até 20% em alguns cenários.
Impactos Diretos da Reforma
A construção civil é um setor que depende fortemente de mão de obra, um item que não gera créditos tributários. Isso significa que a folha salarial, que é o ponto mais sensível, terá um impacto significativo nas construtoras com baixa verticalização. A transição para o novo sistema tributário pode pressionar a planilha de custos, refletindo no preço final dos imóveis.
Custos em Ascensão
As estimativas indicam que o aumento médio no custo da execução da obra deve girar em torno de 4%. No entanto, para empresas que dependem de mão de obra terceirizada, o aumento pode variar entre 18% e 20%. Essa situação é preocupante, pois pode resultar em preços mais altos para os consumidores, afetando a demanda.
O Novo Sistema de Impostos
O novo modelo tributário, com a alíquota de referência estimada em cerca de 26,5%, visa integrar os impostos atualmente fragmentados. A extinção do PIS e da Cofins em 2027, substituídos pela CBS, também traz mudanças significativas. Além disso, a partir de 1º de janeiro de 2029, não será mais possível recolher IBS e CBS dentro do Regime Especial de Tributação (RET).
Pontos-chave
- A Reforma Tributária inicia em 2023 e termina em 2033.
- O custo das obras pode aumentar até 20% em alguns cenários.
- O IVA dual é composto pelo IBS e pela CBS.
- A alíquota de referência é de cerca de 26,5%.
- A folha salarial não gera créditos tributários no novo modelo.
- A extinção do PIS e da Cofins ocorrerá em 2027.
Conclusão
A Reforma Tributária traz à tona desafios e oportunidades para o setor da construção civil. Investidores devem estar atentos ao aumento potencial de custos e como isso poderá impactar a viabilidade econômica dos projetos. O equilíbrio entre a redução de impostos em alguns insumos e o aumento nos custos de execução é um fator crucial a ser monitorado. A adaptabilidade das construtoras a esse novo cenário será fundamental para garantir a margem de segurança nos investimentos.
Fonte: portas.com.br




