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Selic Alta e o Mercado Imobiliário: Oportunidades e Desafios

Paulo Chaves

31/01/26
Selic Alta e o Mercado Imobiliário: Oportunidades e Desafios

O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a Selic em 15% ao ano na primeira reunião de 2026. Este é o patamar mais alto em quase vinte anos e continua a impactar o mercado imobiliário. O custo dos financiamentos e a oferta de crédito permanecem sob pressão. Contudo, a sinalização de cortes na Selic a partir de março de 2026 traz uma nova perspectiva para o setor.

Impacto da Selic Alta no Financiamento Imobiliário

Os juros elevados têm afetado significativamente o custo de financiamento dos clientes e dos empreendimentos. Leonardo Mesquita, presidente da Ademi-RJ, ressalta que a expectativa de um viés de queda nos juros é essencial para que os compradores recuperem acesso a crédito mais justo. Isso pode estimular a atividade no setor, mesmo com a Selic ainda em um nível elevado.

Expectativas de Redução da Selic

Gilberto Braga, economista, acredita que a Selic pode fechar o ano de 2026 em 12,25%. Essa possível redução, embora ainda alta, pode incentivar os investidores a movimentarem seus recursos. A ideia de que os juros possam cair faz com que muitos considerem tirar dinheiro da renda fixa e investir em ativos reais, como imóveis.

Movimentação do Mercado Imobiliário

Peixoto Accyoli, CEO da RE/MAX Brasil, destaca que a sinalização do Banco Central aumenta a confiança de que o ciclo de cortes vai se concretizar. No entanto, ele alerta para a defasagem entre a decisão de política monetária e a efetiva redução nas taxas de financiamento. Essa defasagem pode ser um desafio para os consumidores que esperam por taxas mais baixas.

O Que Observar no Mercado

  • A Selic se mantém em 15% ao ano, impactando o financiamento.
  • A expectativa de cortes pode começar em março de 2026.
  • O teto do SFH foi elevado para R$ 2,25 milhões.
  • As taxas de financiamento estão em faixas próximas a 12% ao ano.
  • O sistema permite portabilidade e renegociação de contratos.

Comprar Agora ou Esperar?

Os especialistas divergem sobre a melhor estratégia. Alguns acreditam que financiar agora pode ser uma decisão acertada, considerando que as taxas de financiamento estão disponíveis em faixas próximas a 12% ao ano. Outros alertam que esperar por uma queda nos juros pode ser arriscado, especialmente em um cenário de oferta limitada de imóveis e aumento na demanda.

Conclusão

A manutenção da Selic em 15% ao ano traz desafios para o setor imobiliário, mas a expectativa de cortes a partir de março de 2026 pode criar oportunidades. O cenário exige que os investidores avaliem cuidadosamente suas opções, considerando a possibilidade de portabilidade e renegociação de contratos. O mercado está se adaptando, e com a confiança crescente, pode haver um movimento positivo nas transações imobiliárias.

Fonte: portas.com.br

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