A manutenção da taxa Selic em 15% ao ano na primeira reunião de 2026 trouxe um misto de reações no setor imobiliário. Enquanto a ABRAINC expressou preocupação, a Abecip manteve uma visão otimista sobre o futuro do crédito imobiliário.
Reação do Setor Imobiliário
A decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) foi anunciada em 28 de janeiro de 2026. Para muitos, o patamar de 15% é considerado um freio ao crescimento. A ABRAINC classificou essa taxa como excessivamente elevada e incompatível com as necessidades de crescimento da economia brasileira.
Impacto nos Juros e na Economia
O Brasil destinou aproximadamente 8,5% do PIB ao pagamento de juros da dívida pública em 2025, ocupando a segunda posição mundial nesse aspecto, segundo um ranking do FMI. Essa situação eleva o custo do crédito e restringe o investimento produtivo, especialmente em setores como a construção civil, que é um motor importante de emprego.
Expectativas de Crescimento no Mercado Imobiliário
Apesar do cenário desafiador, a Abecip projeta um crescimento de 16% nas concessões de financiamento imobiliário em 2026. Essa expectativa é sustentada pela recuperação do mercado, que se beneficiou de programas habitacionais como o Minha Casa, Minha Vida, que ajudou a sustentar lançamentos e vendas nas faixas de renda mais baixa.
O que muda na prática
- A manutenção da Selic em 15% pode inibir novos investimentos no setor imobiliário.
- Uma eventual redução da Selic poderia gerar uma economia anual entre R$ 55 bilhões e R$ 60 bilhões.
- O crédito mais acessível é essencial para o crescimento do mercado imobiliário.
- Setores intensivos em mão de obra, como a construção civil, podem ser os mais afetados.
- A pressão sobre as contas públicas pode limitar recursos para investimentos.
Conclusão
A manutenção da taxa Selic em 15% ao ano representa um desafio significativo para o setor imobiliário. A ABRAINC e a Abecip oferecem visões contrastantes, mas ambos reconhecem a importância de um ambiente de crédito mais acessível. O futuro do mercado imobiliário dependerá, em grande parte, da capacidade de flexibilização monetária e da recuperação econômica. Vale observar como essas dinâmicas se desenrolarão ao longo do ano.
Fonte: infomoney.com.br




