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Trabalho prisional em Santa Catarina: um modelo de eficiência e ressocialização

Paulo Chaves

31/01/26
Trabalho prisional em Santa Catarina: um modelo de eficiência e ressocialização

O trabalho prisional em Santa Catarina gerou R$ 32 milhões em 2025, um resultado que merece nossa atenção. Essa iniciativa não é apenas uma questão de arrecadação, mas uma estratégia que envolve parcerias e o uso eficiente de recursos públicos.

Arrecadação e Parcerias

O valor arrecadado é fruto de uma política de trabalho prisional que se baseia em parcerias com a iniciativa privada e órgãos do governo. Com mais de 200 convênios ativos, o estado se destaca como o que mais emprega presos no Brasil. Essa abordagem não apenas gera receita, mas também reduz as despesas diretas do sistema prisional.

O Impacto da Produção

Na Penitenciária Feminina de Criciúma, mais de oito toneladas mensais de produtos de panificação são produzidas. Com 56 internas trabalhando, essa unidade exemplifica como o trabalho prisional pode ser produtivo. Isso não só gera receita, mas também promove a capacitação das apenadas, preparando-as para a reintegração à sociedade.

Regulamentação e Remuneração

O trabalho prisional é regulamentado pela Lei de Execução Penal, que garante a remuneração mínima de um salário mínimo. A distribuição dessa remuneração é estratégica: 50% estão disponíveis para uso imediato, enquanto 25% são reservados para o futuro e 25% são usados para cobrir custos do sistema. Essa abordagem oferece uma margem de segurança, garantindo que os apenados possam sustentar suas famílias enquanto cumprem suas penas.

O que muda na prática

  • A arrecadação de R$ 32 milhões pode ser reinvestida em melhorias no sistema prisional.
  • Mais de 10 mil presos estão envolvidos em atividades laborais, o que reduz a ociosidade.
  • A produção na penitenciária contribui para a economia local e gera empregos.
  • O modelo promove a ressocialização, preparando os apenados para a vida fora da prisão.
  • A regulamentação garante direitos aos apenados, promovendo dignidade no trabalho.

Conclusão

O trabalho prisional em Santa Catarina é um exemplo de como é possível transformar desafios em oportunidades. A combinação de arrecadação, parcerias e regulamentação não apenas beneficia o estado financeiramente, mas também contribui para a reintegração social dos apenados. É um modelo que vale a pena observar e, quem sabe, replicar em outras regiões.

Fonte: jornalrazao.com

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