O Brasil está em uma encruzilhada. Dependente de fertilizantes importados, enfrenta um risco elevado de alta nos preços dos alimentos. O que você está fazendo a respeito? A situação é crítica e a hora de agir é agora.
O cenário atual
O Brasil importa cerca de 85% dos fertilizantes que utiliza. Isso significa que, quando a Rússia e a China restringem suas exportações, o impacto é imediato. A Rússia, nosso maior fornecedor, responde por quase 26% das importações. E a China? É a terceira maior fornecedora. Se essas nações limitam suas vendas, o que acontece com os preços dos alimentos?
As restrições e suas consequências
Recentemente, a Rússia suspendeu temporariamente o envio de nitrato de amônio, enquanto a China restringiu a exportação de fosfato. Essas medidas não são apenas políticas; são estratégicas. Elas visam proteger seus próprios agricultores, mas o que isso significa para nós? Um aumento no custo de produção, que inevitavelmente será repassado ao consumidor.
O Plano Nacional de Fertilizantes
O Brasil possui um Plano Nacional de Fertilizantes com um objetivo audacioso: reduzir a dependência externa para cerca de 50% até 2050. Mas, adivinha? O plano está parado. Falta de vontade política e investimentos são os principais obstáculos. A pergunta que fica é: até quando vamos esperar para agir?
Os obstáculos à produção interna
Produzir fertilizantes no Brasil não é fácil. O custo do gás natural, utilizado na fabricação, é até sete vezes mais caro que nos Estados Unidos. Além disso, existem entraves legais e questões ambientais que dificultam a mineração de potássio na Amazônia. E a ‘tarifa inversa’? Essa carga tributária torna o produto nacional mais caro que o importado. O que estamos fazendo para mudar isso?
- O Brasil depende de importações para 85% dos fertilizantes usados.
- A Rússia é responsável por quase 26% das importações de fertilizantes.
- A China restringiu a exportação de fosfato, afetando a oferta.
- O Plano Nacional de Fertilizantes está parado por falta de investimentos.
- O custo do gás natural no Brasil é sete vezes mais caro que nos EUA.
- O sinal de alerta para falta de adubo está aceso para o segundo semestre de 2026.
Conclusão
O tempo para agir é agora. A dependência de fertilizantes importados não é apenas uma questão econômica; é uma questão de segurança alimentar. O Brasil precisa urgentemente de um plano de ação eficaz. Se não agirmos, a dor de não fazer nada será sentida por todos nós. O que você vai fazer a respeito?
Fonte: gazetadopovo.com.br




