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Acordo Mercosul em risco: UE pode atrasar implementação por até dois anos

Paulo Chaves

25/01/26
Acordo Mercosul em risco: UE pode atrasar implementação por até dois anos

Em 21 de outubro de 2023, o Parlamento Europeu decidiu acionar a corte do bloco contra o acordo de livre comércio com o Mercosul, uma medida que pode atrasar sua entrada em vigor em até dois anos. Essa decisão é crucial para investidores e mercados, pois o tratado, assinado em 14 de outubro de 2023, promete transformar o comércio entre a UE e os países do Mercosul, que incluem Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.

Votação e suas implicações

A moção que visa contestar o acordo foi protocolada por 144 parlamentares e aprovada por 334 votos a favor, 324 contra e 11 abstenções. A contestação levanta questões sobre a possibilidade de aplicação provisória do tratado antes da ratificação completa por todos os Estados-membros da UE. O processo judicial pode levar cerca de dois anos, o que significa que, mesmo que o acordo seja considerado, sua implementação poderá ser significativamente atrasada.

Críticas e defesas do acordo

Os críticos do acordo, liderados pela França, argumentam que ele aumentará as importações de produtos agrícolas, como carne bovina e açúcar, a preços mais baixos, o que pode prejudicar os produtores europeus. Por outro lado, países como Alemanha e Espanha defendem o acordo como uma estratégia para compensar perdas comerciais e garantir acesso a recursos críticos, especialmente em um cenário de tensões comerciais globais.

Impacto no comércio brasileiro

Os dados mostram que o Brasil exportou 396.829 TEUs para a UE entre janeiro e novembro de 2025, e a implementação do acordo poderia aumentar a parcela do comércio brasileiro coberta por acordos preferenciais de 8% para 36%. Isso representa uma oportunidade significativa para o Brasil no acesso ao mercado europeu, que é considerado um dos mais lucrativos do mundo.

Opinião

O cenário atual aponta para um dilema: enquanto o acordo com o Mercosul traz promessas de expansão comercial, a contestação judicial pode criar incertezas que afetam decisões de investimento. É essencial que os investidores acompanhem de perto os desdobramentos, pois isso pode impactar diretamente o mercado imobiliário e as oportunidades de negócios na região.

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