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Bioeconomia e Multipropriedade: Uma Nova Fronteira de Investimento

Paulo Chaves

28/01/26
Bioeconomia e Multipropriedade: Uma Nova Fronteira de Investimento

A bioeconomia está se tornando uma força significativa no cenário econômico global. Um estudo da OCDE estima que esse setor movimenta entre US$ 4 e US$ 5 trilhões anuais, com potencial para atingir US$ 30 trilhões até 2050. Isso representa uma oportunidade de investimento que não pode ser ignorada.

O Crescimento da Multipropriedade no Brasil

No Brasil, o segmento de multipropriedade acumulou cerca de R$ 100 bilhões em Valor Geral de Vendas entre 2020 e 2024. Essa forma de propriedade compartilhada está se alinhando com as tendências de sustentabilidade e consumo consciente, especialmente em empreendimentos que valorizam a identidade local e a preservação ambiental.

O Caso do Amazon Parques & Resorts

Um exemplo notável é o Amazon Parques & Resorts, localizado em Penha, SC. Este complexo turístico e hoteleiro, que adota o modelo de cotas compartilhadas, está em fase de construção e tem mais de 20 mil m² de área construída. O projeto não apenas utiliza madeira de reflorestamento e biocompostos, mas também implementa sistemas de reuso de água da chuva e uma estação própria de tratamento de esgoto.

Além disso, o resort prevê o reflorestamento com mais de 2 mil mudas nativas e contará com 230 placas fotovoltaicas, que gerarão cerca de 15 mil kWh por mês. Essa capacidade é equivalente ao consumo médio de cerca de 75 residências, o que demonstra um compromisso com a eficiência energética.

A Gestão e a Experiência do Consumidor

O Amazon Parques & Resorts terá gestão da Wyndham Hotels & Resorts, o que agrega credibilidade e experiência ao empreendimento. Além disso, será afiliado à RCI, permitindo aos proprietários de cotas trocar seus períodos de uso por hospedagens em mais de 4.200 resorts em 110 países. Essa rede global de intercâmbio pode aumentar o valor percebido das cotas de multipropriedade.

O projeto também se destaca pela experiência que oferece aos visitantes. Entre as iniciativas, está o desenvolvimento de uma cerveja exclusiva com sabores inspirados na Amazônia, como açaí e guaraná. Isso não apenas valoriza fornecedores locais, mas também incorpora elementos da biodiversidade brasileira como ativos culturais e comerciais.

Conclusão

A adoção do conceito de bioeconomia no Amazon Parques & Resorts representa uma decisão empresarial alinhada às novas dinâmicas de consumo e investimento. Ao integrar território, cultura e estratégia econômica, o empreendimento se posiciona de maneira consistente e conectada às expectativas do consumidor atual. Essa abordagem não apenas fortalece cadeias locais, mas também constrói uma experiência autêntica, ancorada na identidade brasileira. Em um mundo onde a sustentabilidade e a responsabilidade social estão em alta, oportunidades como essa merecem ser observadas com atenção.

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