Início / Blog / Brasil avança na responsabilidade civil por poluição marítima

Brasil avança na responsabilidade civil por poluição marítima

Paulo Chaves

10/02/26
Brasil avança na responsabilidade civil por poluição marítima

A Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 167/25, que ratifica as atualizações da Convenção Internacional sobre Responsabilidade Civil por Danos Causados por Poluição por Óleo (CLC/69). Essa mudança é significativa para o setor marítimo e traz implicações diretas tanto para a legislação brasileira quanto para os operadores do setor.

Atualizações na legislação

O PDL 167/25 alinha a legislação brasileira aos protocolos mais recentes da Organização Marítima Internacional (IMO). Se ratificado, o Brasil deixará de aplicar regras defasadas, que atualmente se restringem ao mar territorial, ou seja, 12 milhas náuticas. A nova responsabilidade cobrirá até 200 milhas náuticas da costa, abrangendo toda a Zona Econômica Exclusiva (ZEE).

Impacto nos limites de indenização

As atualizações elevam substancialmente os limites de indenização em caso de derramamento de óleo. Isso significa que os armadores precisarão de certificados de seguro ou garantias bancárias mais robustos, adequados aos novos limites estabelecidos pela IMO. Essa mudança visa aumentar a segurança jurídica e reduzir litígios prolongados, ao adotar parâmetros internacionais de precificação de danos.

Relevância para o setor logístico

A atualização do CLC/69 é uma demanda antiga do setor logístico. Ao ratificar o protocolo, o Brasil facilita o trabalho dos P&I Clubs (Associações de Proteção e Indenização), que já utilizam esses parâmetros para calcular riscos em águas internacionais. Essa conformidade com as regras da IMO sinaliza que o país está fechando brechas regulatórias, consolidando o Brasil como um ambiente mais seguro e transparente para investimentos em logística marítima de longo prazo.

O que observar

  • A aprovação do PDL 167/25 é um passo importante para a modernização do setor marítimo.
  • Os novos limites de indenização exigirão adequações nos seguros dos armadores.
  • A ampliação da responsabilidade civil pode impactar os custos operacionais.
  • A conformidade com as regras internacionais pode atrair mais investimentos.
  • É crucial monitorar a ratificação do projeto pelo Senado.

Conclusão

O avanço na ratificação do CLC/69 representa uma mudança positiva para o Brasil, alinhando-o aos padrões internacionais e proporcionando maior previsibilidade para os operadores do setor marítimo. Essa atualização não apenas melhora a segurança jurídica, mas também fortalece a posição do Brasil no comércio exterior. É um momento oportuno para observar como essas alterações impactarão o mercado e as operações logísticas no país.

Fonte: datamarnews.com

Artigos Relacionados

Decisão do TJSC: Incentivos Fiscais Não São para Importados

A recente decisão da 4ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) é um divisor […]

14/05/26 Ler mais

Casan Inicia Obras de Esgotamento: Um Investimento de R$ 28 Milhões em Saúde e Sustentabilidade

A Companhia Catarinense de Águas e Saneamento, a Casan, deu um passo importante em direção à saúde pública e à […]

14/05/26 Ler mais

Terminal de Contêineres de Paranaguá: Oportunidade de Crescimento em Exportação de Madeira

O Terminal de Contêineres de Paranaguá não está apenas navegando nas águas do comércio exterior; ele está dominando-as! Com uma […]

14/05/26 Ler mais

Está em busca de assessoria completa em investimentos imobiliários?

Nossa equipe faz desde a identificação e negociação do melhor investimento até o processo de financiamento completo. Tudo em um só lugar para trazer assertividade e agilidade.