O agronegócio brasileiro está em um momento crítico. O fechamento do estreito de Hormuz, no fim de fevereiro de 2023, virou a logística de exportações de cabeça para baixo. O que você está fazendo para se preparar para essa mudança? Não é hora de ficar parado.
O que aconteceu?
Com a guerra entre Irã e EUA, as exportações de alimentos para o Oriente Médio foram severamente impactadas. Em março, as exportações brasileiras de carne bovina para a região caíram para 18 mil toneladas, uma redução de mais de 20% em comparação com fevereiro, quando foram 22 mil toneladas. E não é só a carne bovina que sofreu. As exportações de carne de frango também tiveram uma queda de 18,5% nesse mesmo período.
Quem são os principais importadores?
Os países que dependem da carne bovina brasileira incluem Emirados Árabes Unidos, Jordânia, Qatar, Iraque, Turquia, Arábia Saudita e Líbano. Para a carne de frango, são treze países que se beneficiam das nossas exportações, incluindo os mesmos Emirados e Arábia Saudita, além de Omã, Kuwait, Iémen e outros.
Alternativas logísticas em tempos de crise
Ricardo Santin, presidente da ABPA, afirma que a demanda está forte, mas a logística é um desafio. O Brasil garante 80% do volume de exportações através de rotas alternativas, como o mar Vermelho. Essa mudança é crucial para manter o fluxo de produtos, desviando cargas para portos como Jeddah e Yanbu.
Aumento nos custos de frete
Mas não se engane: essa mudança de rota não vem sem custos. O preço do frete de um contêiner refrigerado saltou de cerca de US$ 3.000 para mais de US$ 7.000. Isso é uma mudança drástica que pode impactar os preços finais e a competitividade. O que você está fazendo para mitigar esses custos?
- Monitore as exportações de carne bovina e de frango.
- Esteja atento às mudanças nas rotas logísticas.
- Considere alternativas de transporte para reduzir custos.
- Fique informado sobre a situação geopolítica no Oriente Médio.
- Converse com fornecedores sobre ajustes nos preços.
Conclusão
O fechamento do estreito de Hormuz não é apenas uma questão geopolítica; é uma questão de sobrevivência para o agronegócio brasileiro. Os desafios são reais, mas as oportunidades também estão à vista. O que você vai fazer agora? Não deixe para amanhã. Aja hoje e proteja seus interesses no mercado global.
Fonte: datamarnews.com




