Em um cenário político tenso, o MDB catarinense se reúne em 26 de janeiro de 2026 para discutir sua relação com o governador Jorginho Mello, que surpreendeu ao anunciar uma parceria com o prefeito de Joinville, Adriano Silva. Essa decisão impacta diretamente a estratégia do MDB, que contava com a promessa de que o vice seria um de seus membros, refletindo uma crise interna e a necessidade de reavaliar suas alianças.
A crise do MDB e a dobradinha inesperada
O anúncio de Jorginho Mello, que decidiu formar uma chapa com Adriano Silva, foi um duro golpe para o MDB, que até então acreditava na possibilidade de indicar o vice. Em outubro de 2025, Mello havia garantido que o vice seria do MDB, mas a mudança de planos gerou indignação entre os membros da sigla, que se sentem traídos. A reunião marcada para o dia 26 de janeiro será crucial para decidir se o MDB deve romper com o governo e com o PL, ou se aceitará a nova configuração política.
Os nomes do MDB no governo e suas funções
Atualmente, o MDB ocupa quatro cargos importantes no governo de Jorginho Mello. Carlos Chiodini, deputado federal e secretário da Agricultura, Cleiton Fossá, secretário do Meio Ambiente e Economia Verde, Jerry Comper, secretário de Infraestrutura e Mobilidade, e Jeferson Ramos Batista, presidente da Fesporte. A presença destes nomes no primeiro escalão do governo mostra a relevância do MDB, mas a insatisfação com a atual situação pode levar a uma reavaliação de suas estratégias políticas.
O cenário político nacional e suas implicações para o MDB
Além das questões locais, o MDB também enfrenta desafios em nível nacional, uma vez que está atrelado ao Governo Lula (PT). Essa aliança pode afastar eleitores em Santa Catarina, onde a sigla já não tem a mesma força que em anos anteriores. A indignação expressa pelos membros do MDB reflete uma preocupação com a falta de protagonismo e liderança no estado, o que pode impactar negativamente a imagem do partido nas próximas eleições.
Opinião
A situação do MDB em Santa Catarina é um reflexo das complexas dinâmicas políticas que permeiam o estado. A reunião de 26 de janeiro será decisiva para o futuro do partido, que precisa avaliar se permanecer no governo de Jorginho Mello é vantajoso ou se um rompimento seria a melhor estratégia para reverter sua imagem e fortalecer sua posição nas próximas eleições.




